O Assustador Cortisol Elevado- Com Dra. Lia Lima
- 7 de jul. de 2018
- 5 min de leitura

Ele é um hormônio que esta no seu corpo e se alterado, pode causar uma desorganização terrível, uma delas é o excesso de peso e stress...
excesso de cortisol, Será o seu caso?
Cortisol, como já descrito é um hormônio. Ele é produzido pelas glândulas adrenais. Sua principal função é deixar o homem em estado de “alerta”, “disposto” para realizar a jornada no turno da manhã.
Quem é a Adrenal

A glândula adrenal, também conhecida como supra-renal é um órgão pequeno, tem cerca de 5cm, localizada em cima dos nossos rins. Por se localizar acima dos rins, recebe o nome de supra-renal, e assim como os ruins, são duas. São tão pequenas que não são possíveis de serem visualizadas ao Ultrassonografia de rotina, a ponto de ser necessário uso de técnicas especiais para identifica-las ao exame de tomografia computadorizada, até o momento.
Ela, apesar de pequenina, é potente! Produz mais de 50 hormônios diferentes, de forma que seu funcionamento deve ser avaliado, concordam?
Fisiologia das adrenais

As adrenais são famosas pelos 3 S
Salt – controla os sais e líquidos do corpo
Sex - controla os hormônios sexuais
Sugar - controla as fontes de energia para o corpo e leva ao aumento da glicose no sangue.
Mas não é só isso... pode ser muito mais.
A glândula adrenal se divide em dois tecidos: um externo (cortex) e interno (medular)
O tecido medular é produtor das catecolaminas: adrenalina, noradrenalida, epinefrina.
O tecido cortical se divide em três:
Zona glomerulosa: produtora de mineralocorticoides, sendo o mais famoso a aldosterona.
Zona fasciculada: nossa atenção de hoje é voltada para ela por produzir os glicocorticoides, sendo o mais famoso o cortisol
Zona reticulada: produtora dos hormônios sexuais, sendo a testosterona e estradiol mais famosos.
Hormônios Adrenais
Apesar da adrenal possuir tecidos e áreas específicas para produção de determinados hormônios, ela funciona como uma unidade. Todos os hormônios produzidos alí, costumam vir de uma só fonte estrutural, o colesterol.
Ainda, para chegar a produção de um hormônio final, muitas vezes exige a participação de hormônios de outras finalidades. Vejam a cascata abaixo, para formar hormônios de cortisol, as estruturas de aldosterona participam. Para forma testosterona, quase todos os hormônios da adrenal chegam a participar. De forma que estamos falando de uma coisa UNA, e a deficiência ou excesso de um, leva necessariamente ao desbalanço da outra.

Função do Cortisol
Principal função dele é deixar o homem com atenção ativa, alerta, disposto, vigor.
Cortisol é vida!
O Cortisol é responsável por estimular ou inibir a proliferação de células da imunidade, e ainda, controla a inflamação. De forma que é usada para tratamento de doenças auto-imunes, doenças inflamatórias crônicas e o câncer.
Ele, por cuidar da imunidade, está em contato íntimo da flora bacteriana.
Regula a velocidade de proliferação e renovação das células ósseas
Promove quebra de proteínas para fornecimento de energia. Prefere os músculos de membros braços e pernas.
Promove quebra de gorduras para fornecimento de energia, com predileção de gorduras de membros. Vale ressaltar que o cortisol estimula depósito de gordura em região abdominal e pescoço.
Não utiliza os carboidratos como fonte de energia, de forma que aumenta a glicose na corrente sanguínea e piora a resistência à insulina.
Conecta-se com o cérebro e tem influência na fome e humor.
Controla os sais e líquidos do corpo
E o excesso de Cortisol causa o que?

Após saber o que ele faz, se ele estiver em excesso fica fácil de entender:
A imunidade baixa;
Os líquidos e sais ficam retidos de forma que aumenta a pressão arterial e o individuo se queixa de inchaço, especialmente em face;
Perda de músculos em braços e pernas, a ponto de causar fraqueza nesses músculos, com pele fina no local;
Aumento da barriga, estrias avermelhadas no abdome;
Diabetes mellitus, pelo aumento da glicose e piora da resistência a insulina;
Aumento do apetite e fissura por alimentos mais calóricos dado ao aumento da secreção de leptina e neuropeptideo Y, no cérebro que controla a fome;
Piora do humor, agressividade, depressão, com redução da serotonina cerebral;
Osteoporose precoce;
Stress, pelo excesso de estado de alerta e sono não reparador;
Alteração do sono.

Como avaliar o Cortisol?
São três tipos de exames:
Exame de sangue:
cortisol basal: realizado pelo exame de sangue, pode ser pedido as 8:00 e as 17:00
existe os testes de cortisol após ingestão de corticoides também.
Exame de saliva
cortisol salivar da meia noite e outros horários podem ser solicitados.
Exame urinário
cortisol urinário, na urina de 24h
E agora, O que fazer?
O tratamento para redução de cortisol consiste em uma estratégia de 7 pilares, de forma que todos eles devem ficar no topo de prioridade. A falta de atenção em um desses pilares permite que a glândula adrenal ainda se mantenha produzindo cortisol em excesso. Então anota aí:
1. Exercícios físicos
Atingir a meta de realização de atividade física em torno de 150 minutos semanais. O tipo do exercício deve ser aquele que te trás prazer. Poder ser qualquer um, de forma que atinga o tempo ao longo da semana na intensidade moderada (que leva ao corpo aquecer e ficar ofegante).
Como você deve distribuir esses 150 minutos ao longo de sua semana? Da forma que dá, dentro da sua escala semanal.
Não vale ficar fazendo “selfie” durante a prática de exercícios físicos, hein!
2. Hidratação
A substância H2O participa de todas as reações celulares, de forma que é essencial a presença dessa molécula para reações químicas equilibradas. A sede é sinal de alerta, é estado grave de desidratação, portanto, não permita isso acontecer. Crie uma estratégia em ingerir entre 2-2,5 litros de água por dia, no mínimo.
Se você não costuma beber água com frequência, atente-se nesse pila, pois ele é primordial!
3. Conecte-se consigo
Costumo falar que para alcançar saúde de forma completa, precisa-se dar atenção ao seu corpo, de forma completa também. A isso, damos o nome de medicina holística. Somos corpo e alma. Os médicos têm competência para tratar o corpo, mas como fica a alma?
Ah, e alma você pode chamar de espirito ou energia ou luz... estou me referindo a mesma coisa.
Se somos um só: corpo e alma. Como ter saúde se você só cuida do corpo? E o resto? Atenção, suas doenças podem estar vindo daí e o uso de medicamentos só vai servir para “tapar o sol com peneira”.
Para se conectar consigo você consegue através da meditação, oração ou mesmo medito-oração. Faça aquele que for mais respeitoso para você, nesse momento. Procure parar por 10 minutos ao dia e escutar apenas a sua respiração, realizada através do nariz, de boca fechada, escutando e pensando apenas na respiração, se for para pensar, procure comunicar-se com Deus.
4-Identifique os fatores estressores
Se a glândula adrenal produz cortisol como resposta ao estresse, é tanto quanto primordial aos outros itens, identificar o fator que está te levando ao “stress”, pois se não, como a glândula poderá deixar de se estimulada? Procure identificar esses fatores no trabalho, nas relações pessoais e familiares, na forma que você leva a vida e a organiza, e resolva-os. Caso não se sinta preparado para enfrenta-los, procure um terapeuta para te ajudar a identificar esses fatores e refletir uma forma e o melhor momento de resolve-los.
5- Tenha momentos de relaxamento
Sem muito a ter de explicar esse item. Crie hábitos de lazer e aproveite. Sugiro desligar-se do celular.
6. Aproxime-se de pessoas que te fazem bem
E afaste-se daquelas que te fazem mal. Afastar-se não é desprezar alguém ou ser covarde, é apenas poupar-se para se fortalecer. Lembre-se que seus problemas, em algum momento devem ser resolvidos, e afastar-se dele por um momento pode ser uma estratégia para alcançar a vitória.
7. Alimentação anti-cortisol
Essa você encontra na próxima postagem! Até lá..
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Beijos e fiquem com Deus
Dra. Lia Lima

Referencias:
BARBOSA, S. M. A. et al. Qualidade de vida no serviço público – o stress e sua influência na mudança da conduta alimentar. In: 14º CONGRESSO DE STRESS DA ISMA-BR; 16° FÓRUM INTERNACIONAL DE QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO. Anais... São Paulo, 2013.
OLIVEIRA, C. M. Impacto do estresse crônico associado a um modelo de obesidade sobre atividades comportamentais e marcadores hormonais e bioquímicos. Porto Alegre: UFRGS, 2013. Mestrado (Mestrado em Ciências Médicas) – Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas, Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2013.
BITTENCOURT, Karen Freitas; VAZ, Julio Cezar; ZANIN, Rafael Fernandes. REVISÃO DA LITERATURA: OBESIDADE, ALIMENTAÇÃO E ESTRESSE. SEFIC 2015, 2017.



























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